Memórias da cidade e da Cruz Vermelha no Teatro Marília


O desenvolvimento de Belo Horizonte ao longo do último século acompanhou também o crescimento da vocação cultural e humanitária da cidade, a partir da sua região central. Foi no espaço entre a Alameda Ezequiel Dias e a Avenida Professor Alfredo Balena que nasceram duas iniciativas valiosas para a capital mineira. A Cruz Vermelha Brasileira – Filial Minas Gerais (CVB-MG) e o Teatro Marília, inicialmente gerido pela instituição e hoje ligado à Fundação Municipal de Cultura.

Cerca de 50 participantes do Grupo Aconchego de Convivência da Terceira Idade foram conferir um pouco dessa história, nos últimos dias 21 e 22 (quinta e sexta), à convite da exposição: “Teatro em Construção: O Marília nos seus primeiros 20 anos”. São fragmentos em fotos, documentos, textos que descrevem a grande movimentação do prédio, as grandes produções artísticas que ocuparam o seu palco e as ações da Cruz Vermelha em um período de consolidação da Saúde Pública no Brasil e de ações humanitárias como a intervenção mineira na Segunda Guerra Mundial.

O teatro tem seu nome em homenagem a Marília Salgado, atual vice-presidente da CVB-MG e filha de Clóvis Salgado, ex-presidente da instituição, ministro e governador de Minas Gerais. As idosas e idosos do Grupo Aconchego puderam resgatar o contato afetivo e das memórias de uma outra Belo Horizonte que passou, afirmando também o seu direito à cultura e a sua participação cidadã na história do município.

O Grupo Aconchego é uma iniciativa da Cruz Vermelha em Minas, existe há oito anos e é aberto à população idosa em situação de vulnerabilidade ou abandono. O trabalho reúne profissionais da psicologia, assistência social, educação física, buscando o fortalecimento de vínculos, a garantia do envelhecimento saudável e o protagonismo da pessoa idosa na sociedade.

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