Amor, palavra íntima: Cruz Vermelha pede calcinhas e sutiãs novos para moradoras em situação de rua em BH

Com a chegada do 8 de março, a instituição alerta para o grande número de mulheres nas ruas da capital sem acesso a roupas íntimas, absorventes e produtos de higiene, doações podem ser entregues de segunda a domingo durante todo o mês

A palavra amor combina com muitos outros substantivos femininos. Amor é proteção, amor é segurança, saúde e solidariedade. Por isso a Cruz Vermelha Brasileira – Filial Minas Gerais (CVB-MG) lança uma campanha, para o mês de março, convidando mulheres de Belo Horizonte e a população em geral a ajudarem moradoras em situação de rua com a doação calcinhas e sutiãs novos, absorventes, esmalte, batom, além de produtos de higiene pessoal. As doações podem ser entregues na sede da Cruz Vermelha, Alameda Ezequiel Dias, 427, Centro, de segunda a domingo. Mais informações pelo telefone (31)3239.4227.

Segundo a coordenadora de Voluntariado da CVB-MG, Regina Célia da Silva, é preciso alertar a cidade sobre o grande número de mulheres em situação de rua sem acesso a roupas íntimas e aos cuidados primários: “Recebemos essa demanda de forma generalizada, dentro da rede sócio assistencial que atende a essas mulheres no município e pensamos em mobilizar o público feminino e demais cidadãos de BH por essa causa tão básica de garantia da saúde, da segurança e da dignidade de todas”, afirma. Com a doação de esmalte e batom, a campanha também busca fortalecer a autoestima e inclusão desse público.

A Cruz Vermelha reforça que não serão aceitas doações de roupas íntimas usadas. Entre os produtos de higiene pessoal que são solicitados estão sabonetes, pasta e escova de dente, shampoo, desodorante, lenços e toalhas novos. Os produtos serão entregues ao longo do mês de março pelos voluntários da instituição. A campanha “Amor, palavra íntima” também contará com a mobilização nas redes sociais da Cruz Vermelha.

A CVB-MG também participa do movimento “Rua do Respeito”, uma rede de ação voltada à população em situação de rua envolvendo órgãos como o Ministério Público de Minas Gerais, a Defensoria Pública do estado, o governo estadual, a prefeitura municipal, a Pastoral de Rua e outras organizações da sociedade civil.

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